Eu posso escolher o caminho mais fácil, ou eu posso escolher você.
(via youre-unbroken)
SEJA FORTE, SEJA FORTE, SEJA FORTE, SEJA FORTE, uma decepção, tudo desaba.
Eu estava voltando da escola para casa, todos aqueles xingamentos que havia ouvido dominavam meus pensamentos. Vagarosamente as lágrimas começaram a cair dos meus olhos, estava frio e o vento forte batia em meu rosto e fazia as lágrimas correrem mais rápido. Abaixei a cabeça e continuei andando, olhando para o chão. O que será que eu tinha feito para receber isso? A culpa não era minha, mas as pessoas faziam eu me sentir culpada. Será que é porque eu sou diferente? Porque sou calada, sozinha, fechada? O meu rosto já não esconde mais minha tristeza e minhas noites mal dormidas. Eu quero sumir daqui, não, não penso em suicídio, mas sim em fugir disso tudo, ir para algum lugar onde tenha pessoas que realmente se importam, e que estejam sempre ali para mim quando eu precisar, que não fiquem me julgando como todos estão fazendo.
(via youre-unbroken)
Era de madrugada, eu estava acordada ainda, mesmo sabendo que teria de acordar cedo no dia seguinte, pois teria aula. Porém eu não conseguia dormir, a dias não com tudo aquilo pesando cada vez mais em mim, com todos aqueles xingamentos que eu deixava me subir a cabeça e ficava calada, com medo de confiar nas pessoas. Eu peguei meu celular e meus fones de ouvido e sentei em minha cama. Coloquei na lista de músicas que escutava quando estava triste, e com o volume no máximo, a música penetrava em minha cabeça e fazia-me recordar tudo o que vinha acontecendo ultimamente. Devagar, lágrimas começaram a rolar pelo meu rosto caindo em minhas cobertas. Eu estava de frente a uma lâmina e um pequeno pano, que usava para estancar meus ferimentos. Arregacei minha manga e vi vários cortes já cicatrizados, mas isso não significava que não me cortava a dias, eu apenas havia trocado de lugar até os machucados do meu braço cicatrizarem bem. Logo eu peguei a lâmina e a deslizei pelo meu braço, antes de deixar cair na coberta, peguei o pano e mantive em cima do corte. Peguei a lâmina novamente e fiz mais três cortes, um acima do outro, e colocando o pano em cima para não manchar as cobertas de minha cama. Quando o sangue havia cessado, fui até a gaveta de minha cômoda, peguei uma faixa, e a enrolei no meu braço. Puxei as mangas para baixo e me deitei. Meus braços ardiam muito, mas era uma ardência de prazer, fazendo-me me sentir aliviada. As lágrimas corriam cada vez mais rápido pelo meu rosto, mas eu evitava fazer qualquer barulho, com medo de que alguém acordasse. Chorei até pegar no sono. Na manhã seguinte o despertador tocou as 6:30. Eu abri os olhos lentamente e sentei em minha cama, me perguntando como iria enfrentar mais um dia como todos os outros.
(via youre-unbroken)
Sempre preferi chorar sozinha, pois tenho medo que alguém julgue o motivo de minhas lágrimas.
(via youre-unbroken)
